17 jan 2019

Em SP, entregadores usam bikes para levar pedidos de Apps de comida.

Em SP, entregadores usam bikes para levar pedidos de Apps de comida.

Lá está Deivid deitado no gramado de uma pequena praça em frente ao Shopping Vila Olímpia, na zona oeste de São Paulo. Veste a roupa de trabalho: bermuda tactel, camisa de algodão, chinelos e óculos escuros. Com o celular na bolsinha de plástico pendurada no pescoço, cruza os braços, fecha os olhos e tenta um cochilo. Por ali passam pedestres, patinetes, bikes e carros, tudo ao mesmo tempo. São 15h30 de quarta-feira.

Alheio ao movimento, Deivid Luiz Moraes, de 29 anos, descansa antes de voltar ao batente. Mantém a bicicleta de serviço encostada em uma árvore, sem trava. Amontoam-se bikes e, ao lado de cada, pontilham a grama bolsas térmicas coloridas: Glovo (amarela), Rappi (laranja), iFood (vermelha) e Uber Eats (preta e cinza). São cerca de 15, de Deivid e outros colegas, que trabalham como bikeboys – tipo motoboys, mas de bicicletas.

A atividade é recente, mas já se espalha pela cidade, principalmente no entorno da ciclovia da Avenida Faria Lima. Os entregadores têm entre 18 e 30 anos. A maioria que estaciona a bike na praça sai da periferia da zona sul toda manhã – incluindo finais de semana – e pedala rumo à pracinha na zona oeste. Ali, entre as Ruas Gomes de Carvalho e Vicente Pinzon, criaram um ponto, onde esperam a hora do almoço e do jantar: é quando o celular toca os chamados dos restaurantes, com pedidos de clientes dos aplicativos de comida. Por volta das 15 horas, os pedidos de comida por app cessam. Até 18 horas, eles mantêm o aplicativo desligado e descansam. Em um dia bom, conseguem ganhar com o valor do frete e de incentivos dos apps até R$ 400. Em um dia ruim, R$ 100.

A praça é estratégica: perto de área comercial, com muitos restaurantes e dois shoppings – onde eles usam banheiro e enchem a garrafa d’água. Além disso, na própria praça carregam o celular em um totem de uso público e sentam nos bancos para almoçar. Dali, os bikeboys podem ser vistos em Pinheiros, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Nova Monções, Indianópolis e Novo Brooklin – regiões a até 2 quilômetros de distância deles.

“Fim de semana é o que bomba. Quem não vem perde dinheiro”, diz Deivid, que pedala 18 quilômetros desde o Campo Limpo, zona sul. “Mas o melhor dia mesmo é quando chove. A gente fica molhado, mas ganha bem.” Desde 1.º de novembro, ele trabalha de bikeboy. “Bicicleta não é tão cara, ainda tem essas que alugam. E telefone todo mundo tem”, diz.

Além disso, os bikeboys, em geral, bancam a mochila térmica. Também fica com eles a responsabilidade de providenciar equipamentos de segurança. A maioria não usa e já há relatos de acidentes, até com outros ciclistas. Tem bikeboy, como o Rodrigo Portela, de 25 anos, que não tem ainda bicicleta própria e paga o plano mensal de bikes compartilhadas. “O ruim é só porque preciso trocar de bicicleta antes de completar um hora, senão pago R$ 5. Se estou em uma corrida longe das estações onde deixo a bicicleta, acabo tendo de pagar. Isso acontece ao menos uma vez por dia”, relata.

Apps
O iFood informou que o uso de bicicletas para entrega está “ainda em fase de teste” e destacou o fato de o modal ser “eco-friendly”. Em caso de acidente com o bikeboy, o Rappi informou que dá suporte aos entregadores. Afirmou também que tem uma equipe dedicada a ajudar em qualquer situação do tipo ou “postura indevida dos entregadores”. Procurados pela reportagem, Glovo e Uber Eats não se manifestaram.

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15 jan 2019

Entenda a Logística 4.0 no Brasil

Entenda a Logística 4.0 no Brasil

Em abril de 2013, na prestigiada Feira de Hannover, o termo Indústria 4.0 foi usado pela primeira vez – especialistas alemães apresentaram os elementos que vieram a compor o que se entendeu pela Quarta Revolução Industrial. A Logística 4.0, nosso tema central e discussão muito mais recente, não teve o seu momento “pedra fundamental”, mas é amplamente conhecida no mercado. A evolução desse conceito foi impulsionada pelas mudanças promovidas pela Indústria 4.0, justamente por ser um elo de ligação de toda a cadeia logística.

Mas, afinal, o que define a Logística 4.0? É um ideal que pode ser entendido como a reestruturação dos processos e atividades logísticas, em atenção às mudanças promovidas pela transformação digital nos modelos de negócios em geral, por meio da adoção de tecnologias voltadas à conectividade e ao uso inteligente e preditivo da informação.

E, ao contrário do que se possa pensar, toda essa movimentação em busca de uma cadeia digital interconectada, não foi impulsionada pelo desejo das empresas por inovação. Na verdade, foi uma reação às mudanças de consumo e demandas, que exigiram uma quebra na linearidade da cadeia tradicional, tão pouco flexível. O aumento contínuo nas compras realizadas via e-commerce e a tendência crescente das indústrias estruturarem canais de venda direto com os seus clientes mudaram os desafios de intralogística, distribuição e logística reversa das empresas. Passaram a ser necessárias novas formas de se realizar os processos, com maior flexibilidade, agilidade e visibilidade.

Chegamos, agora, na aplicação dessas mudanças. Mas, antes, te convido a fazer uma nova comparação ao conceito alemão: quando se fala em Indústria 4.0, muita gente imagina uma fábrica com dezenas de robôs, esteiras gigantes e automação do começo ao fim da produção. Na Logística 4.0, o senso comum não é muito diferente em relação à necessidade de tecnologias extremamente complexas (e caras). E, aqui, mora um verdadeiro mito – não se pratica a Logística 4.0 assim, as tecnologias não representam os fins, mas os meios para se chegar aos objetivos. Estamos falando de uma jornada, um passo a passo, com a adoção de soluções escaláveis.

São iniciativas baseadas no uso inteligente dos dados gerados na cadeia de valor da logística, realidades que já podem (e devem) ser utilizadas a favor dos negócios. Como resultado, ganha-se em previsibilidade de demandas, nivelamento de estoques, análises preditivas de manutenção de frota e otimização de toda a malha.

Os novos conceitos logísticos estão mudando a forma como os serviços são executados e cobrados. Aos poucos, alguns pontos começam a sair da esfera das tendências e a migrar para a realidade, como, por exemplo, o cross borders (ou, além das fronteiras) e o same-day (entrega no mesmo dia). As plataformas cross borders fazem a conexão entre diversos agentes da cadeia (prestadores de serviço, pessoas jurídicas e até físicas) e ainda possibilitam a eliminação de intermediários. Por outro lado, cada vez mais pressionadas por prazos, o diferencial pode estar em oferecer ao cliente o same-day delivery (entrega no mesmo dia da compra), o que impacta diretamente nos processos, plano de distribuição e uso de tecnologias pelas empresas logísticas.

E para falar mais sobre tendências, a movimentação dos produtos de um ponto a outro está em plena transformação. Entregas por meio de drones já são realidade em alguns países e veículos autônomos devem ser usados em um futuro não muito distante. A tecnologia de impressão 3D pode causar uma ruptura ainda maior, eliminando a necessidade de movimentação física – peças de reposição, por exemplo, podem ser impressas in loco. A adesão ao modelo de crowdsourcing, ao invés de fornecedores tradicionais, potencializado por bases digitais, tem enorme força para modificar alguns modelos de negócios logísticos por completo. Indo além, plataformas para contratação de transporte, similares ao modelo da Uber, e marketplaces, que excluem os intermediários da cadeia ou trabalham com o conceito de leilão reverso, são possibilidades reais – e muito do que aquecerá a Logística 4.0 no Brasil, nos próximos anos.

Mas qual a nossa realidade, hoje? Olhando o nosso mercado, formado na sua maioria por pequenas e médias empresas logísticas, ainda existe uma curva de maturidade a ser percorrida, para a adoção de soluções voltadas à Logística 4.0. É preciso criar uma agenda de inovação e acreditar que isso não é algo “do futuro”. Entender que se você não fizer, o concorrente vai fazer e que, talvez, daqui a algum tempo isso nem seja mais um diferencial competitivo.

A verdade é que estamos falando de uma mudança que, além de tecnológica, também é cultural, passando por pessoas, treinamento e capacitação, para transformar e preparar todos, para que possam usufruir o melhor dessas novidades. E, para encerrar, o mito de que isso é só para as grandes empresas, deve morrer de vez! Afinal, já há inúmeras ofertas e modalidades que democratizaram as tecnologias, do sistema de gestão à Inteligência Artificial e IoT.

E você, vai viver no passado ou fazer das tendências realidades para os seus negócios?

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10 jan 2019

Brasil foi o 6º país mais afetado por app que roubava dados no Android

Brasil foi o 6º país mais afetado por app que roubava dados no Android

O Brasil foi o sexto país mais afetado por um spyware que se disfarçava de vários aplicativos legítimos na Play Store, a loja oficial de apps da Google, para espionar usuários e roubar dados pessoais. A informação foi revelada hoje (8) pela companhia especializada em segurança digital Trend Micro.

Segundo a companhia, os apps mal-intencionados foram baixados mais de 100 mil vezes por usuários em 196 países diferentes, com a Índia liderando a lista dos países com maior número de vítimas — 31,77% dos casos. O Brasil está atrás de Rússia, Paquistão, Bangladesh e Indonésia com 3,26% das vítimas.

Países afetados pelo spyware MobSTSPY. (Fonte: Trend Micro)

A raiz do problema era o spyware MobSTSPY, capaz de roubar dados como localização, SMS, registro de chamadas, lista de contatos e itens na área de transferência do sistema. De acordo com a Trend Micro, ele pode até mesmo roubar e fazer upload de arquivos, abrindo brechas ainda maiores para danos ao usuário.

Entre os apps maliciosos identificados estavam nomes como Flappy Birr Dog, FlashLight, HZPermis Pro Arabe e WIn7imulator. A Google já removeu todas os aplicativos indicados pela empresa de segurança digital.

Mais cautela

Especialista em segurança da informação para nuvem na Trend Micro, Felippe Batista sugere mais cautela para os usuários na hora de fazer download de aplicativos em seus smartphones, mesmo em lojas oficiais.

“A popularidade dos aplicativos serve como um incentivo para que os cibercriminosos continuem desenvolvendo softwares maliciosos para roubar informações ou realizar outros tipos de ataques”, comenta. “Além disso, os usuários podem instalar uma solução abrangente de segurança cibernética para defender seus dispositivos móveis contra malware móvel”, finaliza.

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07 jan 2019

Como funciona a exclusão do Simples Nacional? Entenda o que acontece.

Como funciona a exclusão do Simples Nacional? Entenda o que acontece.

Todo início do ano é comum que os empresários brasileiros fiquem assustados com diversas mudanças na tributação. Muitas vezes fica difícil acompanhar o conjunto de alterações que ocorrem na lei. Isso acaba impactando no regime tributário das empresas para o ano seguinte. Em alguns casos, chega até mesmo a provocar a exclusão do Simples Nacional, por exemplo, o que pode desencadear uma série de complicações na vida fiscal e contábil do negócio.

Isso acontece por motivos distintos, mas o fato é que todos os anos a Receita Federal exclui milhares de empresas do Simples Nacional. E isso não é pouca coisa. Muitas empresas optam por este regime tributário por entenderem ser a melhor opção em termos de redução de carga tributária. Também visando a diminuição da burocracia, uma vez que o Simples unifica o pagamento de diversos impostos em uma única guia mensal. Essa guia é chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Assim, essa mudança no regime tributário acaba trazendo uma série de problemas.

A exclusão do simples nacional ocorre por uma série de fatores, podendo ser desde erros de cadastro, falta de documentos, excesso de faturamento, dívidas tributárias, parcelamentos em aberto, atuação em atividades não permitidas no regime, entre outras questões. Tudo isso sempre acaba trazendo muitos problemas para a empresa. Portanto, é necessário ficar de olho nestas questões para evitar surpresas e contratempos para o ano seguinte.

Como funciona a exclusão do Simples Nacional?

A Receita Federal sempre faz uma varredura em todas as empresas para conferir se elas estão em conformidade com as condições de enquadramento no Simples Nacional. Quando é identificada alguma irregularidade, envia cartas com o aviso de exclusão. Esses comunicados informam sobre as divergências que a empresa possui e que a impedem de permanecer no regime.

Quando a empresa é informada sobre a exclusão, o fisco ainda oferece um prazo para regularização da pendência, antes do desenquadramento. Se a empresa não solucionar a situação dentro do período estipulado, aí realmente será concretizada a exclusão do Simples Nacional para o próximo ano.

Outro ponto importante para o qual os empresários devem se atentar é que se houver a exclusão do Simples Nacional e se a empresa deseja voltar para o regime, ela tem um prazo para fazer a opção, que é sempre até o dia 31 de janeiro. Expirando esse prazo e ela não se manifestando, não será mais optante do Simples. Portanto, a indicação é que se faça rapidamente a análise da situação e o pedido de adesão.

Quais são os motivos para a empresa ser excluída do Simples?

Muita gente pode estar se perguntando: mas o que pode provocar a temida cartinha da Receita Federal e a exclusão do Simples Nacional? Bom, algumas situações são consideradas impeditivas para uma empresa ser enquadrada no Simples ou mesmo seguir dentro deste regime tributários. Vamos conhecer algumas delas:

Limite de faturamento

Um dos fatores impeditivos é ultrapassar o limite de faturamento. Para permanecer no Simples Nacional, a empresa pode faturar até R$ 4,8 milhões anuais (quatro milhões e oitocentos mil reais). O valor cheio vale para empresas constituídas em anos anteriores ou R$ 400 mil mensais para aquelas que começaram no próprio ano.

Atividades impeditivas

Não são todas as atividades que estão permitidas no Simples Nacional. Mas a cada ano, o governo abre mais o leque e vai permitindo a entrada de novos CNAEs. Por exemplo, com após o último pacote de mudanças, ingressaram na lista de atividades permitidas pequenas empresas do ramo de indústria de bebidas alcoólicas, sociedades cooperativas, sociedades integradas por pessoas em situação de vulnerabilidade pessoal ou social, organizações da sociedade civil (Oscips) e organizações religiosas de cunho social. Mas ainda há uma série de atividades impeditivas para o enquadramento no Simples.

Sócio PJ

Uma empresa enquadrada no Simples Nacional não pode ter uma pessoa jurídica como sócia. Se for uma nova empresa, não poderá fazer essa opção. E se o quadro societário mudar com uma empresa enquadrada no Simples, será feita a exclusão do Simples Nacional. A empresa tributada no Simples também não poderá participar da sociedade de outra pessoa jurídica. É esperado que os próprios administradores da empresa informem a Receita sobre a situação. Os efeitos da exclusão devem ser considerados a partir do mês seguinte ao da ocorrência da situação impeditiva.

Empresa com dívidas

Para ser enquadrada no Simples, a empresa não pode estar em débito com o INSS nem com a Receita Federal. Se houver alguma dívida, a empresa que já está no Simples Nacional pode ser excluída também. O mais indicado é procurar o parcelamento dos débitos para pode fazer a solicitação de enquadramento no regime.

O que acontece se a empresa for excluída do Simples?

A grande maioria das empresas que saem do simples nacional acabam optando pelo lucro presumido. Muitas vezes isso acontece por adoção natural e sem nenhum critério para avaliar se esse seria mesmo o melhor regime tributário.

Uma das principais diferenças é em relação à folha de pagamento e à contribuição previdenciária patronal de 20%. Isso, por si só, já aumenta e muito o custo de uma empresa que era optante pelo simples nacional e possui uma quantidade considerável de funcionários.

Outro ponto que devemos observar é que a burocracia aumenta consideravelmente. As obrigações acessórias que antes não eram devidas e também em função das várias guias de impostos a pagar ao invés da guia única do Simples Nacional.

Como voltar para o Simples Nacional?

Umas das primeiras opções é fazer uma defesa da exclusão do simples nacional. Podemos fazer isso com o termo de impugnação defendendo a não exclusão desde que existam motivos palpáveis para que a ação seja aceita. Cabe lembrar que o julgamento costuma ser bem demorado. Assim, você pode esperar não ser respondido por algumas semanas ou até mesmo meses.

Após protocolar o termo você consegue se manter no Simples normalmente, cabendo apenas informar os dados do processo administrativo na tela do Simples Nacional quando for realizar a apuração dos impostos. Agora, muita atenção porque se a sua solicitação não for deferida a sua empresa vai pagar os impostos retroativos devidos com as respectivas multas.

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07 jan 2019

Dispositivos USB-C ganharão proteção contra acessórios falsos e infectados

Dispositivos USB-C ganharão proteção contra acessórios falsos e infectados

Os dispositivos USB-C podem ficar muito mais seguros em breve. A USB Implementers Forum (USB-IF), entidade que desenvolve a tecnologia, anunciou um programa de autenticação para dispositivos e cabos que utilizem a entrada. A ideia é que esses aparelhos usem criptografia para identificar a autenticidade de acessórios e evitar roubos de dados e malwares.

De acordo com a USB-IF, a ideia é que o protocolo seja implementado em sistemas operacionais ou dispositivos com entrada USB-C. Com isso, esses equipamentos poderiam usar criptografia de 128-bits para verificar se um dispositivo é original ou se está autorizado pelo administrador a se conectar. Tudo isso aconteceria instantaneamente.

Entre os cenários de uso possíveis para a tecnologia estaria, por exemplo, em terminais públicos de recarga de smartphones. Após a conexão cabeada, o próprio sistema operacional poderia verificar se o terminal possui um certificado de segurança antes de autorizar o carregamento. O mesmo valeria para computadores de empresas, que passariam a aceitar apenas o uso de pendrive com protocolos pré-definidos pelos seus administradores.

Por enquanto, o nova tecnologia ainda é apenas uma recomendação para as fabricantes de aparelhos e acessórios e seu uso não será obrigatório. No entanto, essa evolução do padrão USB-C não deixa de ser uma boa notícia, tendo em vista que muitos criminosos utilizam a porta para roubar dados ou infectar os aparelhos de suas vítimas.

fonte: https://olhardigital.com.br/fique_seguro/noticia/dispositivos-usb-c-ganharao-protecao-contra-acessorios-falsos-e-infectados/80962

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04 jan 2019

Decreto fixa salário mínimo de R$ 998 em 2019

Decreto fixa salário mínimo de R$ 998 em 2019

A partir desta terça-feira (1º), o salário mínimo no Brasil está definido em R$ 998. O valor foi fixado no primeiro decreto assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após a cerimônia que o empossou como novo chefe do Poder Executivo nacional. Com isso, o trabalhador terá o primeiro aumento real em três anos.

O valor representa uma alta de 4,61% em relação ao vigente até 2018 (R$ 954). A correção é feita de acordo com a inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.

Publicado em edição extra do Diário Oficial da União, o decreto foi assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. De acordo com o documento, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 33,27. Já o pagamento mínimo por hora no País será de R$ 4,54.

No Brasil, o salário mínimo é utilizado como base para a definição de benefícios assistenciais e previdenciários.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Diário Oficial da União

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18 dez 2018

Brasileiros montam loja do futuro: Sem atendente e que faz delivery de tudo.

Brasileiros montam loja do futuro: Sem atendente e que faz delivery de tudo.

As lojas sem caixas registradoras prometem revolucionar o varejo. Este ano, depois de vários testes, a Amazon inaugurou o seu primeiro mercado sem atendentes. Sediada

em Seattle, nos Estados Unidos, a Amazon Go utiliza um aplicativo para cobrar os clientes. De olho nessa tendência, os capixabas Tomás Scopel, Rodrigo Miranda e Mário

Miranda decidiram apostar no conceito e abrir uma loja autônoma, em Vitória, Espírito Santo, no final do ano passado. Após algum tempo em operação, Renato Antunes Jr

integrou o time da empresa.

Para controlar o movimento da loja, os empreendedores investiram em diversas câmeras de segurança. Segundo o capixaba, a startup não tem funcionários para vigiar a

loja.

Mudanças de planos:

A Zaitt não nasceu como uma loja autônoma. Após terminar a faculdade de engenharia mecânica, os amigos Tomás Scopel, Rodrigo Miranda e Mário Miranda não queriam

trabalhar na indústria. Seguiram então pelo caminho do empreendedorismo.

Em 2016, eles lançaram a Zaitt, uma empresa que começou como um delivery de bebidas. “Na época da faculdade, nós fazíamos muitas festas, e não havia muitos locais que

entregavam bebidas. Assim, vimos uma oportunidade de mercado”, diz o empreendedor.

A proposta era entregar os produtos em menos de 40 minutos. A startup estocava os itens e cuidava da logística de entrega. Com o tempo, o estoque de bebidas se tornou

uma loja física, que vendia também outros produtos, como salgadinhos e chocolates.“Queríamos criar um negócio mais inovador. Foi aí que pensamos em abrir uma loja sem

ninguém para operar e sem filas no caixa”, afirma Miranda.

Uma nova empresa:

Apesar de transformar o seu negócio em uma loja física, os empreendedores não desistiram do modelo de delivery. Assim, criaram uma nova empresa em 2017: a Shipp. Com

uma proposta diferente, a startup promete entregar não apenas bebidas, mas ser um “delivery de tudo”.

Nesse modelo de negócio, as lojas, cantinas, bares cadastram seus produtos no aplicativo. A partir de ferramentas de geolocalização, esses itens ficam disponíveis para

os clientes. Caso haja um pedido, a Shipp aciona um dos seus 1500 entregadores para atender o cliente. A startup trabalha com 350 lojas parceiras e cobra uma

comissão de em média 20 a 27% sobre o valor de venda dos produtos.

De acordo com o empreendedor, se o cliente quiser comprar algum produto que não esteja cadastrado, é possível fazer uma encomenda. “O nosso entregador anda com um

cartão de débito e vai até a loja que o cliente solicitar para comprar o produto, nosso funcionário é como se fosse um assistente pessoal de compras”, diz.

Desde a sua fundação em 2017 a Shipp já faturou R$ 2 milhões. Já a Zaitt, desde que mudou para loja autônoma, já faturou R$ 250 mil.

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21 nov 2018

FEBRABAN dá dicas de como aproveitar a Black Friday sem cair em golpes virtuais

FEBRABAN dá dicas de como aproveitar a Black Friday sem cair em golpes virtuais

Nem bem novembro começa e os sites e lojas virtuais já se agitam com os anúncios de ofertas e promoções que vem marcando o varejo brasileiro nos últimos anos. A razão de toda essa agitação? A Black Friday.

A mega liquidação tradicional nos Estados Unidos é realizada na última sexta-feira de novembro, um dia depois do feriado de ação de graças. Por aqui, os lojistas costumam seguir o calendário dos EUA. Este ano, no entanto, eles resolveram adiantar a data em uma semana e vão concentrar as ofertas no dia 23.

O que à primeira vista representa uma oportunidade para aproveitar os bons preços e adiantar as compras de natal pode esconder alguns perigos. Quadrilhas aproveitam o momento de euforia com o grande volume de ofertas para aplicar golpes que causam grande prejuízo.

Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários. Por isso, a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos sempre orienta a população a redobrar os cuidados nas compras feitas em sites de e-commerce neste período.

Este ano, a entidade ampliou os esforços de divulgação e, a partir da segunda quinzena de novembro, uma campanha veiculada nas redes sociais irá chamar a atenção dos consumidores para os principais golpes existentes e como evitá-los. Clique aqui para conferir o vídeo que faz parte da campanha.

Para Adriano Volpini, diretor da comissão de Prevenção a Fraudes, da FEBRABAN, é muito importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Aquele desconto pode custar caro. Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores  em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes que geram grandes prejuízos.”

Como o golpe é realizado
A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras e atrativas. Ao clicar, ela é direcionada para um site falso. Acreditando ser a página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e confirmam dados.

Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas envolve aplicativos maliciosos.  Mais uma vez, a porta do golpe começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, é instalado um vírus e os bandidos ganham acesso ao seu dispositivo. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.

Para evitar ser vítima destes tipos de fraudes é importante sempre verificar se o endereço da página é o correto. Uma forma de fazer isso é digitar a URL no navegador ao invés de clicar no link. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

Para reduzir os riscos de ser vítima dos golpistas, a FEBRABAN destaca as seguintes orientações:
• Tenha muito cuidado com e-mails de promoções que possuam links. Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link.
• Ao utilizar sites de busca, verificar cuidadosamente o endereço (URL) para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores utilizam-se de “links patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas.
• Dar preferência aos sites conhecidos e verificar a reputação de sites não conhecidos, verificando os comentários de clientes que já utilizaram as plataformas.
• Nunca utilize um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou colocar seus dados bancários.
• Sempre utilize, em seu computador ou smartphone, softwares e aplicativos originais e mantenha sempre um antivírus atualizado.
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